Com uma duração de apenas 38 minutos, a sessão evidenciou a falta de compromisso com os interesses da população. Poucas indicações foram feitas, alguns discursos pouco produtivos, e o mais preocupante: nenhum avanço foi alcançado para destravar os projetos do executivo que jazem esquecidos nas gavetas das comissões da câmara.
Na noite desta segunda-feira, 18 de março, a Câmara de Vereadores de Maracajá, SC, testemunhou mais uma sessão marcada pela inércia e pelo imbróglio entre o legislativo e o executivo municipal. A velha política impera na Câmara de Vereadores com práticas politiqueiras, estagnaram o progresso do município que, aos 57 anos, com o privilégio de estar à margem da BR 101, continua sendo um dos menos desenvolvidos do Estado.
A queixa recorrente sobre a lentidão no trâmite legislativo
é justificada com um exemplo contundente: a morosidade em aprovar projetos tão simples
que até os alunos do ensino fundamental poderiam compreender e analisar em dois
dias. A comparação sugere que a burocracia da câmara é não apenas exagerada,
mas também ineficiente e tem objetivos obscuros. Embora a casa de leis tenha o
prazo máximo de três meses para aprovar um projeto, poderia fazê-lo em dois ou
três dias.
O presidente da casa, Alex Cichella, relatou que fez um
convite ao prefeito para discutir "segurança pública", uma pauta que,
na prática, pouco cabe à competência municipal. Esse convite não pareceu uma
tentativa de solucionar problemas, parece mais uma manobra para desviar o foco
da responsabilidade sobre o que engaveta, enquanto cria fatos retóricos para
desgastar o executivo e enfraquecer mais ainda o município.
A hipocrisia da câmara é evidente. Enquanto exige celeridade
da prefeitura, a própria câmara arrasta-se em seus próprios procedimentos.
Meses são consumidos para aprovar questões triviais, enquanto a população
espera soluções para necessidades básicas.
Essas práticas politiqueiras já são conhecidas na história
política de Maracajá. A "velha política" persiste, impedindo o
progresso do município. Mesmo após o despertar cívico que levou à não reeleição
de nenhum vereador da legislatura anterior, os atuais legisladores parecem
seguir o mesmo caminho, com poucas exceções.
Com nove vereadores para uma população de cerca de 8.000
habitantes e uma área territorial modesta, a Câmara de Vereadores consome uma
fatia considerável do orçamento municipal (1,7 milhões para 2024). No entanto,
a falta de decisões eficazes é alarmante. Questões simples, como a contratação
de professores ou a compra de equipamentos básicos, são perpetuamente adiadas.
A indicação da vereadora recém empossada, Martinez Figueredo
de Oliveira, para a aquisição de uma caminhonete para coleta de garrafas de
vidro e outros materiais ao Centro de Triagem, foi uma excelente indicação, mas
a reação de alguns vereadores exemplifica a hipocrisia escancarada pela Câmara.
Enquanto fizeram discursos em apoio à proposta, na prática, os trâmites
burocráticos para aquisição de um caminhão de lixo são esticados ao máximo,
retardando iniciativas que beneficiariam a comunidade. Embora a indicação tenha
sido aprovada por unanimidade, se depender da câmara, jamais será autorizada essa
compra.
A população de Maracajá merece mais. É urgente que a câmara
deixe de lado as disputas políticas mesquinhas e foque em trabalhar
verdadeiramente em prol do desenvolvimento do município. Caso contrário,
Maracajá continuará à margem do progresso, presa nas garras da velha política
que tanto atrasa seu avanço.

Vereadores pensando em política e não no povo salas de aulas precisando de segundo professor e a professora sozinha atendendo 15- 20 alunos ano de político pessoal vamos mudar essas caras que estão lá dentro só gastando nosso dinheiro com viagens e jogando projetos na gaveta
ResponderExcluirÉ uma vergonha! Realmente não temos que nos represente, enquanto povo. Enquanto alguns ou poucos vereadores querem o desenvolvimento do município outros sa "freio de mão " ,ou as vezes pior: "marcha re ". Lamentável...
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