segunda-feira, 18 de março de 2024

A Velha Política Estagna Maracajá: Análise da 6º Sessão da Câmara de Vereadores


Com uma duração de apenas 38 minutos, a sessão evidenciou a falta de compromisso com os interesses da população. Poucas indicações foram feitas, alguns discursos pouco produtivos, e o mais preocupante: nenhum avanço foi alcançado para destravar os projetos do executivo que jazem esquecidos nas gavetas das comissões da câmara.

Na noite desta segunda-feira, 18 de março, a Câmara de Vereadores de Maracajá, SC, testemunhou mais uma sessão marcada pela inércia e pelo imbróglio entre o legislativo e o executivo municipal. A velha política impera na Câmara de Vereadores com práticas politiqueiras, estagnaram o progresso do município que, aos 57 anos, com o privilégio de estar à margem da BR 101, continua sendo um dos menos desenvolvidos do Estado.

A queixa recorrente sobre a lentidão no trâmite legislativo é justificada com um exemplo contundente: a morosidade em aprovar projetos tão simples que até os alunos do ensino fundamental poderiam compreender e analisar em dois dias. A comparação sugere que a burocracia da câmara é não apenas exagerada, mas também ineficiente e tem objetivos obscuros. Embora a casa de leis tenha o prazo máximo de três meses para aprovar um projeto, poderia fazê-lo em dois ou três dias.

O presidente da casa, Alex Cichella, relatou que fez um convite ao prefeito para discutir "segurança pública", uma pauta que, na prática, pouco cabe à competência municipal. Esse convite não pareceu uma tentativa de solucionar problemas, parece mais uma manobra para desviar o foco da responsabilidade sobre o que engaveta, enquanto cria fatos retóricos para desgastar o executivo e enfraquecer mais ainda o município.

A hipocrisia da câmara é evidente. Enquanto exige celeridade da prefeitura, a própria câmara arrasta-se em seus próprios procedimentos. Meses são consumidos para aprovar questões triviais, enquanto a população espera soluções para necessidades básicas.

Essas práticas politiqueiras já são conhecidas na história política de Maracajá. A "velha política" persiste, impedindo o progresso do município. Mesmo após o despertar cívico que levou à não reeleição de nenhum vereador da legislatura anterior, os atuais legisladores parecem seguir o mesmo caminho, com poucas exceções.

Com nove vereadores para uma população de cerca de 8.000 habitantes e uma área territorial modesta, a Câmara de Vereadores consome uma fatia considerável do orçamento municipal (1,7 milhões para 2024). No entanto, a falta de decisões eficazes é alarmante. Questões simples, como a contratação de professores ou a compra de equipamentos básicos, são perpetuamente adiadas.

A indicação da vereadora recém empossada, Martinez Figueredo de Oliveira, para a aquisição de uma caminhonete para coleta de garrafas de vidro e outros materiais ao Centro de Triagem, foi uma excelente indicação, mas a reação de alguns vereadores exemplifica a hipocrisia escancarada pela Câmara. Enquanto fizeram discursos em apoio à proposta, na prática, os trâmites burocráticos para aquisição de um caminhão de lixo são esticados ao máximo, retardando iniciativas que beneficiariam a comunidade. Embora a indicação tenha sido aprovada por unanimidade, se depender da câmara, jamais será autorizada essa compra.

A população de Maracajá merece mais. É urgente que a câmara deixe de lado as disputas políticas mesquinhas e foque em trabalhar verdadeiramente em prol do desenvolvimento do município. Caso contrário, Maracajá continuará à margem do progresso, presa nas garras da velha política que tanto atrasa seu avanço.

2 comentários:

  1. Vereadores pensando em política e não no povo salas de aulas precisando de segundo professor e a professora sozinha atendendo 15- 20 alunos ano de político pessoal vamos mudar essas caras que estão lá dentro só gastando nosso dinheiro com viagens e jogando projetos na gaveta

    ResponderExcluir
  2. É uma vergonha! Realmente não temos que nos represente, enquanto povo. Enquanto alguns ou poucos vereadores querem o desenvolvimento do município outros sa "freio de mão " ,ou as vezes pior: "marcha re ". Lamentável...

    ResponderExcluir

Comentários anônimos desrespeitosos serão excluídos.