Audiência pública com representantes de Criciúma, Forquilhinha
e Maracajá debate soluções ambientais e propõe criação de comissão regional
para enfrentar os desafios dos rios
Na última terça-feira (19), o bairro Verdinho foi palco de
uma audiência pública decisiva para o futuro do Rio Sangão e Mãe Luzia,
reunindo autoridades políticas, especialistas ambientais e representantes da
comunidade local. Maracajá foi representado pelo Diretor da Câmara de
Vereadores, Valmir Carradore, e o Secretário Municipal de Administração, Vladimir Bittencourt (Miro) e a advogada do município Dra Ligia Tobias Luchtemberg, dentro outras
lideranças comunitárias.
O foco principal da audiência foi o desassoreamento e a
dragagem do Rio Sangão, uma medida essencial para melhorar o escoamento das
águas e evitar impactos negativos às comunidades ribeirinhas. A discussão foi
conduzida de forma participativa, permitindo que moradores expressassem suas
preocupações e sugestões para a revitalização do rio.
Diante da gravidade da situação, autoridades se
comprometeram a unir esforços e formar uma comissão regional para coordenar as
ações de desassoreamento e dragagem. A nova estrutura contará com
representantes das Câmaras de Vereadores, prefeitos, Defesa Civil, IMA e outras
entidades envolvidas na questão ambiental.
A preocupação de Maracajá, no entanto, vai além do Rio
Sangão. Como afluente do Rio Mãe Luzia, o Sangão contribui diretamente para os
desafios enfrentados pelo município, que tem o Rio Mãe Luzia passando por todo
o limite norte da cidade. O risco de enchentes ameaça o Centro da cidade e a
região do Cedro, onde produtores rurais podem ser gravemente afetados. Para
enfrentar esse problema, a Prefeitura de Maracajá já iniciou um levantamento
dos pontos críticos e busca soluções eficazes para minimizar os riscos.
Esse problema ambiental tem raízes profundas, sendo
resultado de décadas de exploração de carvão na região de Criciúma e outros
municípios mineradores. Embora Maracajá nunca tenha recebido compensações pelos
impactos da mineração, sofre diretamente com as consequências ambientais. O
progresso trouxe riqueza para algumas cidades, mas deixou um legado de
destruição dos rios, exigindo agora um esforço conjunto para solucionar os
danos causados.
Mesmo sem ter sido beneficiado diretamente pela mineração,
Maracajá não se exime da responsabilidade de proteger seus recursos naturais e
garantir a segurança de sua população. O município segue firme na busca por
soluções para os problemas ambientais que afetam seus rios e reafirma seu
compromisso com a preservação do meio ambiente e o bem-estar da comunidade.

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