quinta-feira, 20 de março de 2025

Maracajá Reforça Compromisso para Desassoreamento dos Rios Sangão e Mãe Luzia

Audiência pública com representantes de Criciúma, Forquilhinha e Maracajá debate soluções ambientais e propõe criação de comissão regional para enfrentar os desafios dos rios

Na última terça-feira (19), o bairro Verdinho foi palco de uma audiência pública decisiva para o futuro do Rio Sangão e Mãe Luzia, reunindo autoridades políticas, especialistas ambientais e representantes da comunidade local. Maracajá foi representado pelo Diretor da Câmara de Vereadores, Valmir Carradore, e o Secretário Municipal de Administração, Vladimir Bittencourt (Miro) e a advogada do município Dra Ligia Tobias Luchtemberg, dentro outras lideranças comunitárias.

O foco principal da audiência foi o desassoreamento e a dragagem do Rio Sangão, uma medida essencial para melhorar o escoamento das águas e evitar impactos negativos às comunidades ribeirinhas. A discussão foi conduzida de forma participativa, permitindo que moradores expressassem suas preocupações e sugestões para a revitalização do rio.

Diante da gravidade da situação, autoridades se comprometeram a unir esforços e formar uma comissão regional para coordenar as ações de desassoreamento e dragagem. A nova estrutura contará com representantes das Câmaras de Vereadores, prefeitos, Defesa Civil, IMA e outras entidades envolvidas na questão ambiental.

A preocupação de Maracajá, no entanto, vai além do Rio Sangão. Como afluente do Rio Mãe Luzia, o Sangão contribui diretamente para os desafios enfrentados pelo município, que tem o Rio Mãe Luzia passando por todo o limite norte da cidade. O risco de enchentes ameaça o Centro da cidade e a região do Cedro, onde produtores rurais podem ser gravemente afetados. Para enfrentar esse problema, a Prefeitura de Maracajá já iniciou um levantamento dos pontos críticos e busca soluções eficazes para minimizar os riscos.

Esse problema ambiental tem raízes profundas, sendo resultado de décadas de exploração de carvão na região de Criciúma e outros municípios mineradores. Embora Maracajá nunca tenha recebido compensações pelos impactos da mineração, sofre diretamente com as consequências ambientais. O progresso trouxe riqueza para algumas cidades, mas deixou um legado de destruição dos rios, exigindo agora um esforço conjunto para solucionar os danos causados.

Mesmo sem ter sido beneficiado diretamente pela mineração, Maracajá não se exime da responsabilidade de proteger seus recursos naturais e garantir a segurança de sua população. O município segue firme na busca por soluções para os problemas ambientais que afetam seus rios e reafirma seu compromisso com a preservação do meio ambiente e o bem-estar da comunidade.




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