A aprovação da desapropriação representa um marco no compromisso do município com o saneamento básico, contribuindo para a preservação ambiental e a qualidade de vida dos maracajaenses.
Maracajá deu um passo histórico na noite desta segunda-feira, 31 de março, durante a 8ª sessão ordinária da Câmara de Vereadores, ao aprovar o projeto de desapropriação de uma área de 1,5 hectares para a instalação da Estação de Tratamento de Esgoto Sanitário (ETE). A medida, que contou com intenso debate entre os parlamentares, representa um avanço significativo para o saneamento do município e a qualidade de vida da população.
Também foram temas de debate na Casa de Leis: o sistema
previdenciário do município e a análise das contas do exercício 2023 da gestão
Aníbal Brambila (PSD) e Volnei Rocha (MDB). As contas da gestão de Aníbal
Brambila foram aprovadas por unanimidade. Após análise das duas comissões
temáticas da Casa Legislativa, e das ressalvas apontadas pelo Tribunal de
Contas do Estado (TCE) serem ratificadas pelos membros das comissões, o parecer
exarado foi pela aprovação das contas. A medida seguiu o parecer do TCE, que
pugnava pela aprovação. No plenário, o Decreto Legislativo que tratava do tema
foi aprovado pela unanimidade dos vereadores.
Por iniciativa da presidência da Câmara de Vereadores, Daniel
Mendonça, através do Ato Administrativo 03/2025, fica proibido o uso de celular
por parte dos vereadores durante as sessões plenárias e eventos promovidos pela
Câmara Municipal de Maracajá. A justificativa apresentada foi de que o uso do
telefone celular estaria prejudicando - inclusive com toques/chamadas durante
as sessões - o desenvolvimento adequado do trabalho dos parlamentares.
O projeto de desapropriação, de autoria do Poder Executivo,
é uma exigência para garantir a liberação de mais de R$ 50 milhões em recursos
a fundo perdido, atualmente em tramitação no Ministério das Cidades, com
repasse via Caixa Econômica Federal. A desapropriação da área pertencente ao
empresário Dilnei Pelegrini foi aprovada por 6 votos a 2, com votos contrários
dos vereadores Diane (PSD) e Weliton (União Brasil) manifestando preocupação em
relação ao valor da indenização, estipulado em R$ 162 mil após avaliação de
três imobiliárias.
Apesar da divergência sobre o valor, a maioria dos
vereadores reconheceu a importância da instalação da ETE para o desenvolvimento
sustentável de Maracajá. O vereador Prezalino Ramos Neto (PSD) destacou que a
desapropriação é uma medida necessária para garantir o bem-estar da população.
A vereadora Lane Dassoler (MDB) reforçou que a competência para definir valores
de indenização cabe exclusivamente ao Executivo.
O vice-prefeito Rudi Dassoler (MDB) esteve presente na
sessão e ressaltou a importância da celeridade no trâmite legal do projeto, que
precisa avançar até o dia 30 de junho para garantir a liberação dos recursos
federais. O Vereador Lacide MDB) e a vereadora Gisele (PL) também argumentaram
defendendo o projeto e a importância de sua celeridade, destacando, contudo, a
importância de rever o valor a ser pago pelo terreno.
Com informações do jornalista Everaldo Silveira - PostTV

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