O conteúdo da conversa vazada não evidencia crime, mas serviu para descortinar uma prática comum na política brasileira - o jeitinho
Em áudio que começou a circular pelo watsapp, neste início do mês de Abril/2020, em Maracajá, o Vereador Presalino
Ramos (Preto), eleito pelo PSDB e recém-filiado ao PSD, oferece ajuda a um
interlocutor para cadastramento de pessoas no CADASTRO ÚNICO para receber o Auxílio
Emergencial para trabalhadores informais, autônomos e desempregados, do Governo
Federal, criado nessa crise do Covid-19. Em troca, o vereador pede apoio
político e diz que quer ser prefeito da cidade.
Embora ainda não tenha sido amplamente divulgado, o áudio circula pelas
dezenas de celulares dos moradores de Maracajá, no Extremo Sul catarinense. Apesar de, no entendimento do “rábula” do
Blog, a fala do parlamentar não comprometer criminalmente o vereador, os prejuízos
políticos já são evidentes, já que fere a moral e os bons costumes dos
moradores da cidade.
O Blog Maracajá Jovem recebeu o áudio por diversas vezes, de fontes diferentes,
e decidiu publicar. Nenhum dos informantes quis ter a identidade revelada, mas
demonstraram indignação com o conteúdo da conversa. Segundo informações, a gravação teria sido adquirida
de forma criminosa, através de hackers. Outros afirmam que teria sido um vazamento acidental.
O Blog optou em apenas divulgar os fatos, sem emitir opinião, juízo ou
quaisquer argumentos, uma vez que se trata de um agente público cujo atos devem
ser submetidos à opinião de seus eleitores. O Blog também garantiu o anonimato
das fontes, se valendo da prerrogativa de imprensa, previsto na lei.
O outro lado: O Blog entrou em contato com o vereador Presalino Ramos que contou a sua versão: “Esse foi um áudio particular, onde eu tentava conseguir o apoio político de uma pessoa próxima a mim. Não vejo nada de mais nessa conversa, onde eu ofereci meu trabalho particular em troca de apoio político. Alí eu não estava como vereador, mas como um profissional que tem habilidade em lidar com documentos e pode ajudar pessoas, coisa que faço minha vida toda. Quanto a pedir apoio político é natural, afinal, quem trabalha quer algo em troca. Não pedi apoio politico em troca do beneficio que é garantido por lei às pessoas, mas pelo meu trabalho em lidar com a burocracia.” Explicou Presalino Ramos.
O outro lado: O Blog entrou em contato com o vereador Presalino Ramos que contou a sua versão: “Esse foi um áudio particular, onde eu tentava conseguir o apoio político de uma pessoa próxima a mim. Não vejo nada de mais nessa conversa, onde eu ofereci meu trabalho particular em troca de apoio político. Alí eu não estava como vereador, mas como um profissional que tem habilidade em lidar com documentos e pode ajudar pessoas, coisa que faço minha vida toda. Quanto a pedir apoio político é natural, afinal, quem trabalha quer algo em troca. Não pedi apoio politico em troca do beneficio que é garantido por lei às pessoas, mas pelo meu trabalho em lidar com a burocracia.” Explicou Presalino Ramos.
Ouça o áudio
Transcrição do áudio: “... então a turma vai ter direito de 600 reais
por família, tá? Quando chegar a hora perto ali, vou fazer o negócio dos
formulários, preencher pra ela e vou ajudar, tá? Eu ajudo desta maneira e vocês
ajudam depois, de outra maneira. Me ajuda aí na política, pra eu ser prefeito
dessa cidade (risos). Um monte de gente aí, ó, aquela ahh, um monte de gente
que tu conhecer, o Xiru, essas pessoas
aí é tudo eu consigo. Quem não tem renda eu consigo cadastrar alí. Não tem
benefício, não é cadastrado no Bolsa Família, não é aposentado, e não tem renda
nenhuma, eu consigo esses 600 por mês,
por três meses. E mãe de família sem marido, 1.200”.
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